Salenses aplaudem inaguração do hospital do sal

Foi com muita pompa e circunstância que o Sal inaugurou este sábado, 30 de Outubro, o seu primeiro hospital policlínico. A população salense foi em peso testemunhar o acto, um marco histórico no processo de desenvolvimento da ilha. Sem dúvida, uma infra-estrutura que durante vários anos povoou os sonhos de todos os salenses. Agora, tenham todos muita saúde!

Levou quase quatro anos a ser construída, mas a obra é bonita e ambiciosa – tem vocação regional, cobrindo gradualmente as ilhas da Boa Vista e S.Nicolau. E a julgar pelos sorrisos e aplausos com que os salenses brindaram o seu novo Hospital, valeu a pena esperar porque agora a ilha do Sal figura na primeira linha em termos de infra-estruras do género existentes no país. E a emoção ribombou quando o primeiro-ministro José Maria Neves cortou, ao lado do ministro da Saúde, Basílio Ramos – um filho do Sal-, a fita que simbolizava a entrega do primeiro hospital policlínico ao povo da ilha.

A actual delegada da Saúde, Ana Paula Santos, não escondeu a satisfação de ver realizado esse sonho e esbanjou elogios para esta estrutura que, a partir de meados de Novembro, poderá entrar em funcionamento com serviços de Medicina Geral, Cirurgia, Obstetrícia e Ginecologia, Pediatria, Laboratório de Patologia Clínica e Radiologia. Agradeceu o esforço do governo sem esquecer de lembrar às gentes do Sal , seus emigrantes espalhados pela diáspora inclusive, o contributo que todos devem dar para a melhoria do sector da saúde no Sal.

Jorge Figueiredo falou não só na qualidade de presidente da Câmara mas também como médico e antigo delegado de saúde. E diz: “tenho agora a certeza de que o Sal tem todas as condições para responder com qualidade às exigências de sua população não só no sector da saúde mas também do turismo. Este hospital significa mais um avanço para garantir as bases de desenvolvimento da ilha e do país”.

Muito aplaudido, o ministro filho do Sal justificou porquê só agora o Hospital do Sal: “porque Cabo Verde não tem recursos suficientes para financiar todos os projectos exigidos pelos cabo-verdianos. O nosso país precisa recorrer, na maioria das vezes, a financiamentos externos. A ilha do Sal não tinha população que justificasse a construção de um hospital. Só o turismo não chegava na altura. Temos que ter a consciência das possibilidades e saibamos valorizar aquilo que conseguimos, que conquistamos com estes parcos recursos”.

José Maria Neves enumerou os centros de saúde inaugurados e em construção espalhados pelo país, apontou o Hospital regional do Santiago Norte e agora o do Sal, para definir a estratégia de seu governo na “criação de uma rede de prestação de serviços de saúde de qualidade”. Para o chefe do governo, a partir de agora o Sal está em melhores condições para prestar os serviços de saúde. E deixa uma promessa: “Vamos mobilizar recursos para a construção de um Centro de Saúde Moderno em Santa Maria”.

Com capacidade para 40 camas, o Hospital Policlínico do Sal está orçado em 345 mil contos, incluídos os equipamentos, e foi financiado através do crédito do Fundo Regional para o Desenvolvimento.

Fonte: asemana

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