O Crioulo caboverdiano

Crioulo é a língua que os habitantes das ilhas CaboVerdianas, africanos e europeus criaram, tornando-se a língua materna de todos os Caboverdianos.

A partir do séc. XIX, com a oficialização do Ensino em C.Verde e a utilização exclusiva do português nas escolas, o crioulo foi marginalizado, excluído de todos os domínios geradores de prestígio – escola, administração, tribunais -, ficando o crioulo confinado a uma utilização doméstica.

O decreto-lei nº 67/98 de 31 Dezembro, diz o seguinte: “ … Sendo o Crioulo a língua do quotidiano de Cabo Verde e elemento essencial da identidade nacional, o desenvolvimento harmonioso do País passa necessariamente pelo desenvolvimento e valorização da língua materna. Porém, esse desenvolvimento e valorização não serão passiveis sem a estandardização da escrita do Crioulo ou seja da língua Cabo-verdiana. Ora, a estandardização do alfabeto constituí o primeiro passo para a estandardização da escrita.”

Neste sentido, o linguista Manuel veiga, Alice Duarte entre outros, Padronizaram a Língua Caboverdiana, mais conhecida por ALUPECO Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-Verdiano, que foi reconhecido pelo governo de Cabo Verde para a escrita do crioulo Cabo-verdiano .

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Opinião sobre a oficialização do Crioulo Cabo-verdiano

Segundo o sr. Domingos Rodrigues, professor do EBI (Ensino básico Integrado), o Crioulo Caboverdiano é uma identificação por excelência do ser Caboverdiano. E por isso, é indispensável a oficialização do mesmo,porque faz parte do Património Caboverdiano.

Contudo, defende que o Português deve permanecer a língua oficial de ensino nas escolas. Afirma ter muito orgulho e sentir-se bem em falar o Crioulo Caboverdiano.

Questionado sobre qual das variantes do Crioulo a ser oficializado, disse: “ existe duas variantes do crioulo em Cabo verde: a do Barlavento e a do Sotavento. Mas sou a favor da variante de Sotavento e explica a escolha argumentando que o maior numero de falantes do crioulo se encontra neste grupo”.

Disse ainda:não estou de acordo com a escrita, o ALUPEC e que o mesmo deve ser revisto relativamente a algumas letras que foram suprimidas”.

Carmindo da Luz, jovem santantonense, formando em engenharia afirma o seguinte:não sou a favor da oficialização do Crioulo, dado a existência de várias variantes do Crioulo Cabo-verdiano no Arquipélago.”

O Crioulo Cabo-verdiano constitui  um Património por excelência da nossa cultura, contudo a sua oficialização requer muito estudo devido a coabitação de várias variantes no arquipélago, o que vêm  suscitando alguma polémica no seio da sociedade.

Fontes: Decreto-lei, Bandeira de C. Verde, vídeo youtube, entrevistas, pesquisa Internet

Elaborado por: Grupo Formandos de Mundokriol.net – Rª Grande – Santo Antão

  • Benvinda Rocha, Lúcia da Luz, Lídia Correia, Nair Brito

Em 16 / 07 / 2012

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6 Responses to “O Crioulo caboverdiano”

  1. avatar
    18/07/2012 at 17:37 #

    A oficialização do crioulo Cabo-Verdiano tem vindo a ser alvo de muitas opiniões e contradições da sua implementação em Cabo Verde, principalmente na questão da escrita onde várias pessoas concordam que o ALUPEC deve ser revisto relativamente a algumas letras que foram suprimidas. Um outro aspecto que tem chamado muita atenção dos falantes é a questão da oficialização do crioulo da Praia, dada a existência de uma variante em cada Ilha, o que vai ser mais uma introdução de outro variante nas restantes Ilhas.

    Achamos difícil chegar um acordo da oficialização da língua crioula.

  2. avatar
    18/07/2012 at 17:39 #

    Autores: Tuds, Fatinha e Joanny

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    Paola
    18/07/2012 at 19:35 #

    Eu sinto-me em acordo com pessoas que fala que ALUPEC tem algumas letras soprumidas e acho que uma maneira possivel para ter uma acordaçao entre Barlavento e Sotavento é de fazer um Criolo com algumas palavras e constructo de Barlavento e outras de Sotavento. Nessa maneira o Crioulo é verdadeiramente uma lingua unificada de Cabo Verde. Operaçao é dificil mas o resultado, se feito bom e com todos os rapresentantes de todas ilhas, poderà ser excelente. é necessario um grande studio, mas é possivel. Se existe o Esperanto ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Esperanto), poderà existir o Crioulo unificado.

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    mariana
    19/07/2012 at 12:46 #

    A oficialização do crioulo em cabo Verde tem sido um problema muito debatido, mas ainda não se chegou a nenhuma conclusão visto Haver opiniões diversas a volta deste assunto.
    O nosso ponto de vista é que cada pessoa tem a sua opinião tendo em conta a disparidade das ilhas visto que cada um tem o seu próprio dialecto e a unificação do crioulo exige consenso de todas as ilhas.

    Mariana
    Lavínia
    Silvério
    Vicência

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    madu
    20/07/2012 at 00:09 #

    é um orgulho enorme para me ao ler um artigo desse calíbrio nesse site feito por formandos ao qual se reparamos nas ideias opiniões e eleboração do artigo, vamos acreditar de que muitos desse tipo virão e que melhores aparecerão e que de certeza cabo verde e Santo Antão Ribeira Grande precisa de pessoas como vós a frente parabéns a todos.

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    Luca
    21/09/2012 at 16:59 #

    è un po’ come i dialetti italiani, qui da noi in Italia, abbiamo moltissimi dialetti regionali, ma allo stesso tempo la nostra lingua ufficiale è l’italiano.
    Per come la vedo io, è molto bello avere una propria lingua, marcare effettivamente, il distacco avuto con il Portogallo, è una cosa che va fatta… ma… a parte la popolazione di Capoverde, chi parla poi il vostro Kriol? invece il portoghese rimane comunque una lingua internazionale che si può imparare, avendo un cambio di lingua, senza aver poi la possibilità di diffonderla, si rischia poi di rimanere isolati, per una nazione in via di sviluppo, isolarsi, è l’unico errore che non deve fare, in quanto, con il portoghese può comunicare verso il resto del mondo, con il Kriol, no.

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