Energias Renováveis: UE quer estudar o caso de Cabo Verde

A União Europeia poderá enviar uma missão conjunta da Comissão e do Parlamento europeu para avaliar a experiência de utilização de energias renováveis considerada relevante em dois países ACP: Samoa e Cabo Verde.

Energias Renováveis: UE quer estudar o caso de Cabo Verde

Num debate decorrido na segunda-feira na sede do Parlamento Europeu, o Comissário europeu do Desenvolvimento, Andrii Piebalgs, aceitou o repto lançado pela euro-deputada Michele Rivasi (França) para que Cabo Verde e Samoa sejam tomados como caos de estudo entre os Países do Grupo ACP (África, Caraíbas e Pacifico) onde a utilização de energias renováveis conhece uma aplicação relevante, com níveis de penetração que atingem os 30 por cento.

Assim, uma missão formada por parlamentares Europeus e dos Países ACP deverá deslocar-se a Cabo Verde para avaliar essa experiência. Isso numa altura em que todos os estudos mostram que uma parte da degradação da situação económica e social em muitos países da África se deve ao aumento dos custos da energia nos últimos anos, impedindo os produtores de obter factores de produção e de levar ao mercado os seus produtos a preços competitivos, ao mesmo tempo o custo da energia diminui o poder de compra das famílias.

O Parlamento cabo-verdiano fez-se representar nos debates da Assembleia Paritaria UE-ACP pelo Deputado Arnaldo Andrade, que tem levado a discussão dos temas da energia, da defesa do ambiente e da preservação da pesca e dos meios marinhos nos pequenos Estados insulares, como desafios essenciais da comunidade mundial, face a fragilidade ambiental e a riqueza de biodiversidade característica desses espaços insulares.

Os temas quentes dos debates a decorrer desde a semana passada em Bruxelas relacionam-se com o desacordo nas negociações entre europeus e africanos sobre a conclusão das negociações, que duram há dez anos, para assinatura dos Acordos de Parceria Económica (APE), que levantaria as barreiras aduaneiras africanas para os produtos europeus.

Mas há ainda desconfiança com que é encarada o principio da “diferenciação” que a União Europeia procura aplicar a sua política de cooperação com esses países ACP e que na prática resultaria numa diminuição dos programas de ajuda, sobretudo para os que foram graduados a Países de Rendimento Médio, como é o caso de Cabo Verde.

Neste momento, Cabo Verde tem capacidade de produção de pouco mais de 25 por cento de energia através de fontes renováveis, mas a ideia é que, no horizonte de 2020, o nosso país seja dos primeiros do mundo a usar o sol e o vento a 100% na produção de energia. Nessa missão, Cabo Verde conta com uma preciosa ajuda de especialistas alemães e do Luxemburgo, num projecto que ajudaria o país a poupar milhares de contos.

 

Fonte: Asemana

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