Cabo Verde entre países interessados em central atómica flutuante

Cabo Verde entre países interessados em central atómica flutuanteO nosso arquipélago está associado a uma lista de 15 outros países interessados em adquirir uma central-nuclear flutuante à Rússia, diz a imprensa internacional. Escreve a Presstv, com sede no Irão, que para além do nosso país, estão também interessados neste tipo de central, a China, Indonésia, Malásia, Argélia, Namíbia e Argentina, entre outros. Esta informação voltou a surgir na imprensa, depois do director deste projecto baptizado de baltic plant que falava esta segunda-feira na 6ª Feira Internacional Naval em São Petersburgo ter garantido que no horizonte de três anos, ou seja, até 2016, a Rússia terá a sua primeira central nuclear flutuante a operar. A central flutuante ou a“fábrica”, como escreve a Presstv, citando o director do projecto, Aleksandr Voznesensky, tem capacidade para fornecer energia e calor a áreas remotas e também água potável para regiões áridas e será a primeira de uma série de outras que a Rússia planeia para os próximos tempos. A unidade, que fornecerá energia à escala industrial, foi concebida com base nos reactores nucleares tradicionais, mas está equipada com elementos inspirados nos navios quebra-gelo. A tecnologia tem vindo a ser testada com sucesso nos últimos 50 anos em condições extremas, como no Árctico. A central nuclear é um navio com 21.500 toneladas e uma tripulação de 69 pessoas. Cada navio será equipado com dois reactores navais modificados do estilo KLT 40, que juntos conseguirão fornecer até 70 MW de electricidade ou 300 MW de calor, o suficiente para abastecer uma cidade com 200 mil pessoas (a população da cidade da Praia aproxima-se deste número). A unidade geradora de energia deverá ser substituída a cada 40 anos, com o reactor a ser levado para instalações especializadas onde será reutilizado. Interesse antigo Não é a primeira vez que Cabo Verde parece associado a este projecto. Em 2007, o governo de José Maria Neves já tinha feito esta abordagem com Moscovo para adquirir esta central. Na altura, o então ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei lavrov, admitia que o seu país estava a estudar a possibilidade de fornecer a Cabo Verde uma mini-central nuclear flutuante, após conversações com o seu homólogo cabo-verdiano, na altura Victor Borges . Em 2006, Moscovo anunciara o início da produção de mini-centrais nucleares flutuantes que poderia ser transportadas para qualquer para qualquer parte do mundo a fim de gerar energia eléctrica. O projecto foi então apresentado em Cabo Verde pela empresa russa Rosenergoatom. “Os autores deste projecto acreditam que este poderia ser uma alternativa para países como Cabo Verde que têm uma crónica falta de energia e dependem quase em exclusivo do petróleo importado”, pode-se ler nos artigos divulgados pelos jornais há seis anos. O governo de José Maria Neves chegou mesmo a considerar o projecto “extremamente aliciante do ponto de vista económico” e solicitou à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) um parecer sobre a instalação na ilha de Santiago deste tipo de mini-central nuclear.

 Escrito por Expresso das Ilhas

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